A tarifa do pedágio Free Flow varia por rodovia e por trecho, não existindo um valor único nacional. Em julho de 2026, os valores cobrados por pórtico vão de R$ 4,60 (na Rio-Santos) a R$ 12,30 (na ERS-122). Quem utiliza uma tag colada no vidro tem desconto automático de pelo menos 5% (DBT), além de descontos progressivos. A tabela abaixo consolida os valores exatos vigentes por rodovia, com a data de conferência.
Com a rápida expansão dos pórticos de cobrança automática pelo Brasil, a pergunta que mais ecoa entre os motoristas não é mais “como funciona”, mas sim: “quanto vai custar a minha viagem?”. Ao contrário do modelo antigo, onde o motorista já sabia que a cada 50 ou 100 quilômetros encontraria uma praça física com um valor tabelado, o sistema Free Flow (fluxo livre) pulverizou as cobranças.
Como os pórticos são estruturas leves e de rápida instalação, as concessionárias e governos estaduais passaram a cobrar a tarifa de forma fracionada ao longo do percurso. Isso significa que, em vez de pagar R$ 20,00 de uma vez em uma única praça, o motorista pode passar por quatro pórticos de R$ 5,00. No entanto, a dificuldade atual é a total ausência de um portal governamental que centralize todas essas tarifas. Se você vai viajar cruzando múltiplos estados, precisa entrar no site de três ou quatro concessionárias diferentes para calcular o custo da viagem.
Para resolver essa lacuna, o tagparafreeflow.com.br criou este banco de dados vivo. Nós compilamos, verificamos e atualizamos mensalmente as tarifas de todos os pórticos Free Flow ativos no país. Explicamos também como funcionam os descontos regulamentares obrigatórios, garantindo que você saiba exatamente o que esperar no extrato da sua tag ou na sua consulta de placa.
Como é calculada a tarifa no Free Flow
A transição para o Free Flow não alterou a lógica jurídica da concessão rodoviária: a tarifa continua sendo calculada com base na Tarifa Básica de Pedágio (TBP) multiplicada pela quilometragem do trecho de cobertura, ou Tarifa Quilométrica (TCP).
No modelo tradicional com cancelas, a concessionária agrupava a cobrança de um trecho de 80 km em um único ponto. Quem andava apenas 10 km e passava pela praça pagava pelos 80 km; quem andava 70 km e saía antes da praça, viajava de graça. A grande revolução tarifária do Free Flow é a proporcionalidade (ou justiça tarifária).
Ao instalar múltiplos pórticos (as famosas “antenas”), a concessionária cobra frações menores. Se a tarifa quilométrica de uma rodovia é de R$ 0,15 por km, e o pórtico A cobre um trecho de 30 km, a tarifa naquele ponto será de R$ 4,50. Se o pórtico B cobre um trecho mais adensado de apenas 10 km, ele cobrará R$ 1,50. Portanto, não existe um “valor padrão de Free Flow”, pois cada pórtico reflete exatamente o custo do trecho sob sua jurisdição.
As tarifas são reguladas por agências federais (como a ANTT) ou estaduais (como a ARTESP em São Paulo e a AGERGS no Rio Grande do Sul). O reajuste ocorre anualmente, geralmente atrelado ao IPCA, da mesma forma que os pedágios tradicionais.
O que são DBT e DUF
Para incentivar a adoção maciça do pagamento eletrônico (o que reduz a inadimplência e o custo operacional das concessionárias), o marco regulatório do Free Flow estabeleceu dois mecanismos obrigatórios de desconto para quem trafega utilizando uma tag válida e ativa. Quem passa sem tag não tem direito a nenhum desses benefícios, pagando a “tarifa cheia”.

- DBT (Desconto Básico de Tarifa): É um desconto automático de 5% aplicado sobre o valor da tarifa para qualquer veículo (passeio ou comercial) que passe pelo pórtico com uma tag operante. Não importa se você passa uma vez por ano ou todos os dias: passou com a tag lida corretamente, paga 5% a menos.
- DUF (Desconto de Usuário Frequente): Esta é a principal vantagem financeira para o morador local ou quem usa a rodovia para trabalhar. O DUF é um desconto progressivo exclusivo para veículos leves (carros e motos). A lógica é: a partir da 2ª passagem no mesmo pórtico, no mesmo sentido, e dentro do mesmo mês de calendário, o desconto começa a aumentar. Na 3ª passagem, o desconto é maior que na 2ª, e assim sucessivamente. Em algumas rodovias estaduais, dependendo da regulamentação local, ao atingir a 30ª passagem no mês, o motorista pode chegar a pagar menos de R$ 0,50 no pórtico. No dia 1º do mês seguinte, o ciclo zera.
É importante destacar que a curva do DUF (quanto por cento de desconto a mais por cada passagem) é definida no edital de cada rodovia. A tabela abaixo indica as regras vigentes por concessão.
Tabela de tarifas do Free Flow 2026
Abaixo consolidamos os valores cobrados nos pórticos ativos no país. Para os projetos recém-leiloados que ainda não publicaram a tabela definitiva, inserimos a orientação oficial de consulta.
Atenção: Valores de tarifa cheia e DBT referentes à categoria 1 (veículo de passeio de dois eixos). Eixos adicionais ou comerciais possuem multiplicadores específicos.
| Rodovia | Trecho / Pórtico | Concessionária | Tarifa cheia (Jul/26) | DBT (com tag) | Regra do DUF | Link Oficial |
|---|---|---|---|---|---|---|
| BR-101 (Rio-Santos) | Itaguaí (km 414) | CCR RioSP | R$ 4,60 | R$ 4,37 (-5%) | Aplica a partir da 2ª passagem, podendo zerar na 30ª | CCR RioSP |
| BR-101 (Rio-Santos) | Mangaratiba (km 447) | CCR RioSP | R$ 4,60 | R$ 4,37 (-5%) | Aplica a partir da 2ª passagem, progressivo | CCR RioSP |
| BR-101 (Rio-Santos) | Paraty (km 538) | CCR RioSP | R$ 4,60 | R$ 4,37 (-5%) | Aplica a partir da 2ª passagem, progressivo | CCR RioSP |
| ERS-122 (Serra Gaúcha) | São Sebastião do Caí (km 4) | CSG | R$ 12,30 | R$ 11,68 (-5%) | Desconto progressivo de até 20% no mês | CSG |
| ERS-122 (Serra Gaúcha) | Farroupilha (km 45) | CSG | R$ 8,60 | R$ 8,17 (-5%) | Desconto progressivo de até 20% no mês | CSG |
| ERS-122 (Serra Gaúcha) | Antônio Prado (km 108) / Ipê (km 151) | CSG | R$ 8,60 | R$ 8,17 (-5%) | Desconto progressivo de até 20% no mês | CSG |
| ERS-240 / RSC-287 | Capela de Santana / C. Barbosa | CSG | R$ 9,00 / R$ 8,50 | R$ 8,55 / R$ 8,07 | Desconto progressivo de até 20% no mês | CSG |
| SP-333 | Itápolis / Jaboticabal | EcoNoroeste | R$ 8,90 / R$ 5,50 | R$ 8,45 / R$ 5,22 | Desconto escalonado padrão ARTESP (frequentes) | EcoNoroeste |
| Tamoios (SP-099) | Contorno Norte / Sul (S. Sebastião) | Concessionária Tamoios | R$ 5,20 | R$ 4,94 (-5%) | Em regulamentação final | Tamoios |
| Dutra (BR-116) | Guarulhos (Pórticos em fase final) | CCR RioSP | Consultar concessionária | Consultar conc. | Regra ANTT (Progressivo) | CCR RioSP |
| Anchieta / Imigrantes / Rodoanel | Sistema Baixada e Rodoanel Norte | EcoRodovias / CNL | Consultar concessionária | Consultar conc. | A definir (Fase de implantação) | ARTESP |
| EPR (Sul de Minas/PR) | Vias do Café / Lote PR | Grupo EPR | Consultar concessionária | Consultar conc. | A definir (Fase de implantação) | Grupo EPR |
Quanto custa passar sem tag?
Se você trafega por uma rodovia equipada com Free Flow sem possuir uma tag eletrônica, o valor devido será sempre a tarifa cheia estipulada pela concessionária, sem direito ao DBT (Desconto Básico de Tarifa) de 5% ou ao DUF.

Neste caso, a câmera do pórtico captura a placa do veículo e o sistema gera o débito vinculado ao Renavam. A grande mudança introduzida pela recente Lei 14.921/2024 é que o motorista tem agora o prazo de 30 dias contados a partir da passagem para efetuar o pagamento voluntário do débito (antes o prazo era de apenas 15 dias). O não pagamento dentro desse prazo resulta em multa por evasão de pedágio (infração grave, 5 pontos na CNH e multa de R$ 195,23), além do acréscimo de juros sobre o valor do pedágio não pago.
Para entender o passo a passo de como consultar esses débitos no sistema de cada operadora e emitir o boleto ou PIX, recomendamos a leitura do nosso guia completo de como pagar o Free Flow avulso sem tag. Caso queira contratar sua Tag Free Flow, conheça os planos do Sem Parar.
Como pagar menos no Free Flow
A matemática do Free Flow foi desenhada para punir quem paga avulso e premiar a automação. A única forma de garantir o pagamento do menor valor possível em todas as praças sem cancela do país é utilizando uma tag de pedágio interoperável válida.
O simples ato de ter a tag colada garante os 5% de desconto (DBT) instantaneamente, mitigando qualquer custo de pedágio inflacionado. Além disso, elimina o risco (e o custo altíssimo) de esquecer de entrar no site da concessionária para pagar em 30 dias e acabar recebendo uma multa do Detran de quase R$ 200,00 por um pedágio que custava R$ 5,00. As concessionárias de cada região — como os polos do Sul do Brasil ou a malha paulista sob o Rodoanel e ARTESP — recebem as informações da sua tag automaticamente.
Se você quer aderir ao sistema, mas está em dúvida sobre qual operadora tem as menores taxas ou a maior cobertura urbana e rodoviária, consulte a nossa análise completa das melhores tags de pedágio do mercado. Lá detalhamos qual plano vale a pena para quem viaja muito ou para quem usa a rodovia apenas de forma esporádica.
Perguntas Frequentes (FAQ)
Quanto custa passar num pedágio Free Flow?
Não há um valor único. O preço varia conforme a rodovia, o trecho de cobertura do pórtico e o tipo de veículo. Em 2026, por exemplo, pórticos na rodovia Rio-Santos (BR-101) custam R$ 4,60 para carros de passeio, enquanto na serra gaúcha (ERS-122) os valores variam de R$ 8,60 a R$ 12,30. Quem possui tag tem desconto automático.
Free Flow é mais caro que pedágio comum?
Do ponto de vista tarifário por quilômetro (Tarifa Quilométrica), o valor é o mesmo estipulado no contrato de concessão do pedágio comum. A diferença é que a cobrança é fracionada em valores menores distribuídos ao longo da via. Para moradores locais que faziam trajetos curtos e pagavam a tarifa cheia no passado, o Free Flow costuma ser mais barato devido ao fracionamento e aos descontos (DUF).
O que é DBT e DUF?
São benefícios para usuários de tag. O DBT (Desconto Básico de Tarifa) concede automaticamente 5% de redução no valor do pedágio. O DUF (Desconto de Usuário Frequente) é uma redução progressiva que começa a partir da segunda passagem no mesmo pórtico e sentido dentro do mesmo mês, beneficiando muito quem usa a via para trabalhar todos os dias.
Com tag o desconto é automático?
Sim. Qualquer tag de pedágio (como Sem Parar, Veloe, ConectCar ou as atreladas a bancos) que seja homologada e esteja com saldo/limite ativo garante os descontos DBT e DUF de forma 100% automática, sem necessidade de cadastro extra junto à concessionária.
Onde consulto a tarifa da minha rodovia?
A tarifa oficial e vigente deve ser consultada diretamente no site da concessionária que administra o trecho (ex: CCR RioSP, Caminhos da Serra Gaúcha, EcoNoroeste, etc.). O tagparafreeflow.com.br consolida essas informações mensalmente na nossa tabela geral de tarifas para facilitar a pesquisa do motorista.
Nota de transparência e atualização da página:
- Valores conferidos em julho/2026 diretamente nas fontes oficiais das concessionárias listadas.
- Devido a reajustes anuais vinculados à inflação (IPCA) determinados pela ANTT e ARTESP, as tarifas estão sujeitas a pequenas alterações. As rodovias marcadas como “Consultar concessionária” estão com as praças de Free Flow em fase de testes ou implantação técnica.



